sexta-feira, 11 de março de 2011

One More Sad Song

The All-American Rejects
"Um garoto, uma garota, dois corações, seus mundos
O tempo passa, segredos elevados
Mais um som triste, lágrimas caem, ela se foi
Ela voltaria atrás, se ela apenas pudesse.

E todas as palavras perfeitas elas parecem tao erradas
Ela se foi...

Melhores amigos, pior coisa, ela continua enganando
Dúvidas de amigos, ela sai
Último encontro. Ela chora, sussurros, despedidas
Ela caminha mais uma vez, pra fora da porta"...

quinta-feira, 10 de março de 2011

8 ou 80


"Não me prendo a nada que me defina! Sou companhia mas posso ser solidão... tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio! Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer. Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... ou toca, ou não toca!"

Completamente perdida

Tenho andado por aí meio perdida, me divertindo, mas não por isso menos perdida. As ruas me atraem, sempre me atraíram, claro que adoro meu canto, meu quarto, mas a rua... ah a rua me encanta.

Mas ando perdida por aí, meio que na boemia, por assim dizer. De bar em bar, de bloco em bloco, mesmo no meio daquela felicidade toda de carnaval, mesmo assim, perdidinha. Mas isso de andar pelas ruas perdida não se resume a carnaval, isso tem sido meu já tem uns dois meses, ou mais. E acho mesmo que tenho andado perdida por aí porque, enfim, me encontrei. Hoje sei tanto de mim que me perco quando algo fora de mim tenta fazer parte da minha vida, ou acontece algo onde eu não consigo encontrar lógica para estar acontecendo em mim. Dá para entender?

Acordei hoje perdida numa saudade que não estou sabendo lidar. Na verdade, por não haver lógica e por eu não estar entendendo e nem tendo muito retorno de qualquer coisa que seja, ou que se espere ter retorno, é que eu ando perdida por aí, tentando me convencer de que vi cabelo em ovo, e de que não encontrei o que sei que encontrei. Confuso, né? Exatamente assim que minha cabeça se encontra.

"DPA"

De Bob'ssss



Literalmenteee...
Eu te pergunto adiantou? .....
Ficou mais liso isso sim!!!!

Isso sim, é verdade

"Preguiça de gente retrógrada e que trata as pessoas boas como idiotas, as honestas como babacas, as carinhosas como carentes, as alegres como se fossem loucas e as pensativas como depressivas. Que mundo é esse?"

segunda-feira, 7 de março de 2011

Bezerra Sensacional!!

“Você com revólver na mão é um bicho feroz

Sem ele anda rebolando e até muda de voz

É que a rapazeada não sabe

Quando você entrou em cana

Lavava a roupa da malandragem

E dormia no canto da cama

Hoje está em liberdade

E anda trepado como marra de cão

Eu conheço seu passado na cadeia

Seu negócio é somente pagar sugestão

Olha aí vacilão...

Você com revólver na mão é um bicho feroz

Sem ele anda rebolando e até muda de voz

Simplesmente tô dando esse alô

Porque sei que você não é de nada

Quando leva um arroxo dos homens

De bandeja entrega toda rapazeada

Acha bonito ser bicho solto

Mas não tem disposição

Quando entra em cana novamente

Vai passar lua de mel outra vez na prisão"

sexta-feira, 4 de março de 2011

...

“Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.”


— CaioF.

quinta-feira, 3 de março de 2011

. Me odeia e faz cena .

Me odeia, oficialmente. Não, não me odeia realmente. Odeia eu não corresponder seus padrões de homem. Quisera que fosse eu bonito, barbeado, sociável, risonho, requisitado, rico, essas coisas de capa de revista em banca de jornal. Taras, versos, tortas de palmito e risadas são tudo que posso oferecer. E trovões, muitos trovões. Diz que me odeia, ao invés de "oi" ou substituindo seus "adeus", que em questão de dias, quatro no máximo, se revelam genuínos "até mais". Mas nunca diz "até mais", nem nada. Só que me odeia.

Ninguém pode almoçar com todos aqueles trovões no estômago mesmo. Então sobe minhas escadas, vacilante. Sou o último andar, lá no alto e vertiginoso. Sobe com medo, degrau por degrau, agarrada ao corrimão, com presentes comprados pra si mesma, por distração. Já faz cena. Tem certeza absoluta de querer estar ali mesmo, agora, mas toda vez a ladainha: desconfia de que deveria querer outra coisa, outra pessoa. Nas escadas, pensa se não tá confundindo pessoa errada com pessoa inadequada. Sempre fui moço bom, em minha defesa, mas posso ver o que dá pra fazer. Contudo, os futuros que prometo nunca chegam.

A porta deixei entreaberta. Já sabia que viria, pularia o almoço sem arrependimentos. Ninguém come ao meio-dia com trovões molestando a garganta. Eu durmo seminu, enroscado em lençois obscuros, escabelado e vagabundo, minhas identidades pelo chão. Discos, livros, restos de comidas de microondas. Ela entra, mas sem soltar a bolsa, e não diz coisa. Sente o ódio, só porque é de praxe. Mas não arrepende-se ainda. O cheiro do quarto paralisa seus pensamentos. A música do Chico Buarque, à capela, no modo repeat, lá longe, de propósito, só pra incomodar.

Fala com minhas omoplatas enquanto durmo - "Não-Quero-Isso", "Posso-Morrer-Sem-Isso", "Mereço-Coisa-Melhor". E outras rezas. Mas tira as sandálias, veda a saia e senta por sobre os tornozelos. E alisa meus cachos negros e amassados. Me remexo. Abro os olhos devagar. Suas coxas. Já sabia que viria. E ela diz que quase não veio. Medo de doer outra vez. Eu brinco, de voz remelenta, que os objetos cortantes tão super bem guardados.

E daí, de que valeria o arrependimento e a honestidade se morrêssemos amanhã? Quem daria bola para as cenas que ela faz nessa uma hora cheia, se acaso saindo daqui aturdida, um ônibus pode muito bem derrubá-la no asfalto. Todos nós seremos enterrados com todos nossos erros e apegos e nada que se passar por aqui servirá de epitáfio. Ninguém vai saber, ninguém vai lembrar, porque só lembra quem sente, quem sabe.

Faço gemidos de resistência em despertar. Fico impressionado como um tornozelo feminino me faz tão bem. Esses, em especial. Lambo sua perna grossa, meio brincando, a boca ainda morna e sebenta, sem conseguir levantar. Diz que ama meus lábios e tudo que vai grudado neles. E que mesmo eu dormindo até hora dessas, sou quem faz seu sangue circular. A fala mansa. As ideias mirabolantes. As tortas de palmito. O jeito de coçar a cabeça num só dedo, o indicador. Sempre oportunizando todas as chances de errar. Pisando sempre na ponta dos pés. A eletricidade da minha mão na perna. Aquele eterno risco de explosão. O cheiro daquela perna faz parecer que o quarto é dela. O quarto é todo dela.

Faz cena, se ergue e tem uma recaída na cadeira giratória do computador. Brinca no teclado, debocha dos meus versos bonitos. São pra ela, digo. E pra outra qualquer, ela diz, querendo saber coisas sem perguntar. Me espera perder um pouco da segurança e toda a paciência. Já se foram vinte minutos. Vou à ducha. Ela olha meu espelho admirando aquele lado bê do seu caráter, aquele novo traço de personalidade. Sente os trovões no corpo inteiro dividido, porque metade dela sente-se traída e a parte traidora sente-se culpada por isso. E ela sente ódio. A hora passa, eu fico rindo. Ela me odeia e faz cena.

Mas logo perdoa a si mesma. E me perdoa também, sem eu pedir clemência ou coisa alguma. E arruma o penteado, soltando mais fios poéticos de franja. Os olhos melancólicos feito o mar quebrando bonito. Grita do quarto frases com "você e eu", "mim e você" - Você e eu não somos nada. Não existe futuro entre mim e você. Ela faz cena, porque sabe que cabemos muito bem no mesmo andar, na mesma hora, no mesmo quarto, na mesma cama, mas nunca na mesma palavra: nós.

. MOEFC .

Grita do quarto frases com "você e eu", "mim e você" - Você e eu não somos nada. Não existe futuro entre mim e você. Ele faz cena, porque sabe que cabemos muito bem no mesmo andar, na mesma hora, no mesmo quarto, na mesma cama, mas nunca na mesma palavra: nós.

terça-feira, 1 de março de 2011

. Fato .

Não é saudade de você. É saudade da ingenuidade que eu ainda preservava ao seu lado. Aquela ingenuidade que foi embora no momento em que eu percebi que se não valia a pena ser assim por você, não valeria por ninguém.
Afinal, por trás de qualquer mulher gelada existiu um homem que não soube aproveitar enquanto ela ainda era quente.

Sempre tem aquela pessoa que faz você se tornar mais forte, mais decidida, mais fria.
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